O PIX pode parar? Entenda o que está acontecendo

Uma recente decisão do Governo Federal de revisar e possivelmente cortar parte do orçamento destinado setor de tecnologia do Banco Central vem gerado muitas dúvidas em relação ao risco de funcionamento do Pix, o novo sistema de pagamentos do BC que está em operação desde novembro de 2020. Mas afinal, os cortes do governo vão fazer o Pix parar?

Corte de gastos do governo federal
Com o objetivo de evitar ultrapassar o teto de gastos, o Governo Federal tem revisado o orçamento de diversos setores da economia, sendo que um desses setores é o de tecnologia do Banco Central do Brasil. Apesar de ainda não ter ocorrido cortes nesse orçamento, a possibilidade vem gerando muitas dúvidas nos consumidores em relação ao Pix.

As dúvidas surgiram após o uma informação divulgada pela economista Miriam Leitão, do jornal O Globo, dizendo que um corte no orçamento de tecnologia do Banco Central poderia interromper o funcionamento da plataforma Pix. Isso porque, ao contrário do que acontece com as TEDs e DOCs, o funcionamento do Pix é mantido pelo Banco Central, que sem orçamento não poderia arcar com a operação do sistema.

“O orçamento corta todo o dinheiro da área de tecnologia do Banco Central. Está zerado. Se não for reconstituída esta despesa, não há como rodar o Pix”, diz o jornal O Globo.

Ou seja, sem a verba de tecnologia destinada ao Banco Central, as transferências e pagamentos instantâneos do Pix parariam de funcionar, o que seria uma grande perda para os brasileiros.

Afinal, o Pix pode parar de funcionar?

Não. Procurado pela Exame Invest, o Banco Central descartou a possibilidade do sistema de pagamentos Pix ser desativado por falta de verba que sustente a tecnologia necessária para manter o sistema. De acordo com o BC, os impactos no orçamento serão administrados de modo a não prejudicar o Pix e sua agenda evolutiva.

Além de descartar a hipótese de paralisação do sistema de pagamentos, o BC ainda anunciou novas funcionalidades ara o sistema, como o QR Code do pagador, que vai permitir transações financeiras mesmo quando o pagador não estiver conectado à internet.

Desde sua implementação, o Pix impulsionou um aumento de 58% nas transações em tempo real realizadas no Brasil. Graças ao sistema de pagamentos do BC, o Brasil se tornou o oitavo país a realizar mais transações instantâneas em 2020 e registrou 1,3 bilhão de operações do tipo, ficando na frente até mesmo dos Estados Unidos.

Via: Foregon

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